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Abysmus

Abysmus foi criado com a intenção de formar um exército para a Tropa de Lanternas Vermelhos e foi moldado em conjunto pelos restos das inversões, viajantes cósmicos com o propósito de combater os guardiões da galáxia.
No entanto, Abysmus foi visto como um fracasso aos olhos de seu "pai" Atrocitus, devido ao fato de ele sentiu empatia por outros seres vivos. Atrocitus matou Abysmus e o sepultou sob os solos de Ysmault.
Séculos mais tarde, Atrocitus voltou para a zona onde havia enterrado Abysmus para descobrir a vida de plantas em crescimento, onde não havia vida há muito tempo. Com esta nova vida, ele também descobriu que Abysmus havia surgido com a ajuda do próprio planeta, que o alimentou e por sua vez se alimentou dele.

Montanha

Abutre - Adrian Toomes


Supervilão das HQs de “Homem-Aranha”. O Abutre apareceu pela primeira vez no n° 2 da revista americana do conhecido herói aracnídeo, em 1963. 

O sexagenário inventor eletrônico Adrian Toomes desenvolveu um aparelho eletromagnético que permite que ele voe. Achando que ficaria rico e famoso, decide compartilhá-lo com seu jovem sócio. Certo dia, Toomes encontra documentos que provam que seu sócio estava mantendo para si a maior parte dos lucros da empresa e tornando-se o único dono. Revoltado, Toomes decide usar sua invenção para benefício próprio e embarca na carreira criminosa.

Sua lista de roubos começou pela empresa do ex-sócio (que ele mataria anos depois). Mas sua carreira foi repetidamente frustrada pelas seguidas intervenções do Homem-Aranha. Sendo um dos primeiros inimigos do teioso, o Abutre também tem o mérito de ser o primeiro inimigo recorrente do aracnídeo (sua segunda aparição foi em no n° 7 da revista americana, muito antes da estréia da maior parte dos outros inimigos clássicos do super-herói). 

Cruel e impiedoso (ele matou o idoso Nathan Lubenski, ex-namorado da Tia May e seu próprio amigo, e já tentou matar até mesmo a anciã), o Abutre certamente se qualifica como um dos maiores inimigos do aracnídeo. Foi um dos fundadores do grupo de vilões Sexteto Sinistro, participando de todas as formações da equipe.

Abraxas

Abraxas é uma entidade cósmica que procura destruir não só as principais universo Marvel Comics, conhecida como Terra-616 , mas todas as realidades paralelas , bem como, usando uma arma de poder destrutivo universal chamado Nullifier Ultimate . Ele é a personificação da destruição multiversal.
A localização do Nullifier Ultimate é desconhecido, exceto para o Tocha Humana , membro da equipe de super-herói do Quarteto Fantástico . Com a intenção de atrair a atenção do Quarteto Fantástico, Abraxas mata outro universo Galactus , e envia-lhe o crânio para a Terra-616, também usando o crânio como um farol homing. Isto causa uma perturbação no continuum espaço-tempo, permitindo que pessoas de outros universos que vêm através da lacuna deixada pela cabeça, incluindo uma outra Nova . Quando o Quarteto Fantástico procura o conselho dos Watcher , eles acham que ele se esqueceu quem ele era, e então ele torna-se em coma . Eternity informa Mister Fantastic do Quarteto Fantástico que este foi causado por Abraxas.
Depois de Mister Fantastic reúne uma seleção de super-heróis para combater os asseclas de Abraxas na lua (a casa do Watcher ), o Surfista Prateado é morto por uma névoa de micro-organismos como ele tenta defender o Watcher deles. os asseclas aparentemente procurar o Tocha Humana , e depois de algumas investigações descobriu-se que ele possui as coordenadas do Nullifier Ultimate dentro do seu subconsciente. No entanto, eles não são apenas dentro da mente de seus Tocha Humana, mas dividida entre as mentes dos outros três tochas humanas em universos alternativos.
Depois de encontrar estes Tochas alternativo Humanos, e passando as informações para o Tocha Humana da Terra-616 , o Quarteto Fantástico , finalmente, localizar o Nullifier Ultimate. No entanto, eles são traídos pela versão alternativa da Nova, que revela que ela serve Abraxas. Abraxas, então, aparentemente destrói Roma , protector de Eternidade .
Depois de Nova dá Abraxas o Nullifier Ultimate, uma batalha começa eo Quarteto Fantástico parece irremediavelmente superada. No entanto Franklin Richards , filho do Senhor Fantástico que possuía poderes que lhe permitiu deformar a realidade, e Valeria von Doom reunir os seus poderes e Galactus reconstituir a partir de sua estrela-como restos, embora os irmãos queimar os seus poderes no ato. O Galactus recém reformada, em seguida, recorda a Nullifier Ultimate do aperto Abraxas ", e afirma que é" tanto uma parte de mim como o meu próprio coração ". Devido a uma distração da Nova a Nullifier Ultimate cai para Senhor Fantástico , que percebe que a única maneira de destruir Abraxas é destruir toda a realidade e recriar o multiverso usando o Nullifier. Depois que ele faz isso, aqueles que tinham morrido , incluindo o Surfista Prateado , são restauradas para a vida, Franklin Richards fica sem qualquer poder, Valeria é substituído por um novo bebê (que, aparentemente, na verdade, é ela) no interior do útero da Mulher Invisível , eo Watcher é retornado ao normal

Nightcrawler, Márcio dos Santos e Dupret

Abismo - Nils Styger


Personagem das HQs de “X-Men”. Nils Styger apareceu pela primeira vez como um protetor do pesquisador Renee Majcomb, a quem ele tinha ajudado com a pesquisa do vírus Legado. No entanto, ele não morreu devido às ações de Colossus, que se sacrificou para liberar uma cura para o vírus no ar que tinha tomado a vida de sua pequena irmã Illyana vários anos antes.

Abismo mais tarde foi visto em Berlim, lutando contra Fever Pitch. Ambos os mutantes foram capturados pela milícia conhecida como o X-Corps.

Abismo depois ressurgiu quando seu pai Azazel psiquicamente convocou seus muitos filhos para tentar liberar seu exército da Dimension Brimstone que ele havia sido banido para centenas de anos antes. Em uma tentativa de perder a si mesmo e seus companheiros, Azazel tinha atravessado os tempos dimensão barreira muitos e gerou filhos na esperança de que um deles seria capaz de romper a barreira dimensional. Abismo uniu forças com os X-Men para evitar tentativa de Azazel para trazer seu exército em dimensão da Terra e conseguiu frustrar os esforços de seu pai. Ele foi posteriormente revelado como sendo meio-irmão do Noturno, já que ambos eram filhos de Azazel. 

Abyss é uma das dezenas de mutantes que perderam seus poderes após os eventos da House of M, como ele mostrou-se entre uma lista de outros mutantes que perderam os seus poderes em New Avengers. Abyss é atualmente um membro do X-Cell.

Guiller Lacerda, Antônio Luiz Ribeiro, Adrianocfpc e Dupret

Abe Brown


Um dos heróis da HQ “Filhos do Tigre”. Os Tigres apareceram pela primeira vez no n° 1 (com data de abril de 1974) do magazine em preto-e-branco “Deadly Hands of Kung Fu” (“Kung Fu”, na versão brasileira). A historieta foi criada para aproveitar a onda dos filmes do gênero da época. 
Junto com Bob Diamond e Lin Sun, Abe Brown foi um dos alunos mais qualificados a frequentar a escola de artes marciais dirigida por Mestre Kee. Este deu a cada aos um dos três alunos pedaços de um talismã de jade em forma de cabeça de tigre e patas dianteiras, quando ele sofreu ferimentos mortais devido a ataque de um grupo de terroristas ninja. Como os Filhos do Tigre, os três artistas marciais vingaram a morte de seu mestre, e tornaram-se um grupo de aventureiros por certo tempo.

Brown conheceu então um detetive particular chamado Nathaniel Byrd, também conhecido como Blackbyrd. Brown ajudou-o a combater o plano do Oil Company Caxon: a troca de armas de fogo no mercado negro por plutônio ilegal. Blackbyrd depois contatou os Tigres para ajudar a investigar as atrocidades no Presídio Estadual de Nova Troy. 

Bob Diamond tinha se envolvido romanticamente com uma mulher chamada Lotus Shinchuko , que se juntou ao grupo. Quando Diamond disputou-a com Lin Sun, começou uma briga e ele atingiu Brown. Este, com raiva, arrancou seu “pendant” tigre e saiu. Percebendo que, dessa maneira, os Tigres não poderiam ser uma equipe viável, eles se separaram. Brown ficou com Lin Sun e Lotus na escola de artes marciais. Abe Brown é irmão de Hobie Brown, o “Gatuno”.

Antônio Luiz Ribeiro e Dupret

Aaran


Aaran era um general thargoniano que se tornou um renegado após descobrir a corrupção que envolvia o Senado Venusio. Ele descobriu que, por motivos gananciosos, nada era feito para livrar Konthara da invasão zara e resolveu tomar a solução em suas própias mãos.

Com centenas de soldados, Aaran partiu a Konthara desafiando as ordens de seus superiores, os Líderes Supremos. Mas antes de chegar àquele planeta sua tropa foi atacada por naves da própria Federação. Foi uma terrivel batalha. Venusios contra venusios. Centenas morreram nas horas que seseguiam. 

O Conselho negava-se a aceitar insubordinação de um general que tinha seu nome como candidado ao Senado. Deveria sermantida a ordem, e Aaran tina que ser punido por sua rebeldia. Assim, ele foi considerado um renegado procurado por crime de guerra. 

Refugiado em Konthara, passou a ajudar a resisência daquela lua e tornou-se um verdadeiro problema ao império Zaro, que passou a considerá-lo seu inimigo nº 1. 

Por essa razão, há poucas semanas Aaran recebeu anistia por sua rebelião, mas decidiu continuar defendendo Konthara a sua maneira, coisa que o Conselho não aprova, mas causa danos ao inimigos. 


Aaran encontrou os "Space Warriors" durante uma luta contra os "krylls" e conhecu Dara-Evin, mas só permanceu com os fugitivos por causa da Fênix, a jovem Djanni-Llor . Há algo que o interessa... 

Nascido em Annex, Venusy, 200 anos de idade, Aaran, apesar da anistia, é dado com desaparecido há 14 anos. 

O General despertou os ciúmes de Donar por Dar-Evin devido ao interesse que passou a ter por ela e a maneira como a protege. 

Devido aos anos de formação militar Aaran adquriu grande habilidade em armamentos, línguas, artes marciais, guerrilhas... Aaran é considerado o maior general venusio da história.






Chrisandreas e Antônio Luiz Ribeiro

Lanterna Verde - Aa

Personagem das HQs de “Lanterna Verde” e outros heróis da editora DC Comics. Aa é um dos membros mais passivos da raça de Stoneworld. Quando Hal Jordan (o Lanterna Verde) tentou reiniciar a Tropa dos Lanternas, ele enviou um dos seus recrutas, Brik, para atrair novos recrutas. Brik selecionou um membro de cada uma das duas raças do planeta Stoneworld: Aa, do Povo pedra-pomes, e Kworri, da Obsidian-Folk.
Pouco depois de ser recrutado, Aa, Kworri e Brik foram capturados por Flicker, um agente do Pan-Galactic. Como um "caçador cósmico", Flicker pretendia vender os Lanternas up-and-coming verde para uma raça conhecida como os Quanhooga. Eles já conseguiram capturar Hal Jordan e tentou fazer lavagem cerebral -lo a dar-se informações sobre o Earthling Carol Ferris , aka, estrela de safira. Hal se soltou de seus controles e resgatou Aa e os outros. Preparado para qualquer eventualidade, Flicker deixar os heróis acreditam que eles tinham escapado dele e os quatro voou para o espaço exterior. 
Como eles deixaram o navio empresa Pan-Galactic, Aa tomei a liberdade de capturar um dos atendentes da agência. Hal-mente sondou o cativeiro com seu anel de aprender o paradeiro de Star Sapphire. Aa estava desconfortável com a idéia de que eles deveriam seguir Hal em sua busca pessoal. Seu rival, Kworri, foi rápido em apontar que os seres como Aa sempre adivinhar potencial de Hal liderança enquanto Kworri se juraram fidelidade eterno para Hal e do Corpo. Hal disse a cada um deles que, depois de resolver o caso que envolve Estrela Safira, ele iria selecionar Aa ou Kworri para servir com ele no Green Lantern Corps. O outro seria forçado a voltar para Stoneworld.
Enquanto Hal investigou a situação de um ângulo, Aa, Brik e Kworri rastreados última localização Estrela da Sapphire a uma frota de navios de guerra Teban envolvidos em uma batalha contra uma armada Quanhooga. Kworri seguido ordens permanentes de Hal para esperar e ver, mas Aa questionou as ordens, citando que Hal não poderia ter previsto los chegar à cena de uma batalha espacial feroz. Hal apareceu logo depois e Aa e trocou palavras tensas.
Os Lanternas Verdes embarcou no carro-chefe Teben comandada pelo capitão Kreon apenas para descobrir que Creonte não foi apenas na posse de uma estrela em coma Sapphire, mas também estava em liga com Pan-Galactic headhunter, Flicker. Isto era tudo parte do jogo Flicker do fim, para que ele pudesse entregar suas perspectivas Green Lantern aos seus clientes verdadeiros, o Teben, não Quanhooga o. As coisas rapidamente começou a desmoronar, e Flicker tentou manter os Lanternas Verdes na baía, treinando sua arma em Star Sapphire. Foi Aa que estragou tiro Flicker de, assim, salvar a vida de Carol.
Depois de recuperar seu corpo inconsciente, os Lanternas voou longe do armadas de oposição. Kworri Leal estava confiante de que ele seria o único que Hal iria selecionar a participar de seu novo corpo, mas como ele saiu, Hal tinha decidido desde o primeiro momento que eles se conheceram Aa era a mulher que ele queria ao seu lado. Ele apreciou ideais de AA e que persistentemente questionou a autoridade; uma atitude não muito diferente da de Hal Jordan si mesmo. 
Aa acompanhado Hal e os outros recrutas para a base do Corpo de Engenheiros de operações em Oa, onde Hal mostrou-lhes o grande Livro de Oa -. um livro que incluía todos os conhecimentos relacionados com os Guardiões e Green Lantern Corps. 
Aa estava presente quando Kilowog organizou uma viagem de acampamento GL em que ele regalou os outros recrutas-primas com contos dos Fluviaats conhecidos como Dob Zagil e Lin Canar. 
Sob a orientação de Kilowog, Aa e seus companheiros de equipe se envolveu em uma briga entre Hal Jordan e Safira Estrela, de quem tinha caído sob a posse de Eclipso na época. Como os outros, Aa sobreviveu ao encontro com lesões mínimas.

Marcelo Corrêa Silva , Franklin Queiroz Azevedo , Antonio Luiz Ribeiro e AA Hitler

Máscara Negra

Máscara Negra é um personagem de quadrinhos italianos criado na década de sessenta pelo roteirista Max Bunker ( Luciano Secchi ) e artista Paul Piffarerio.
Máscara Negra é um herói que se enquadra na tradição dos heróis mascarados de Faroeste, como Zorro , o Cavaleiro Solitário e outros, embora com um pouco de " mais de humor e violência , elementos que caracterizam a maior parte da produção do autor .
Na Itália a editora, Editoriale Corno, publicou 22 edições mensais de março de 1962 à dezembro de 1963. Em março de 1977, foi reeditado desde a primeira edição e foram lançadas mais 31 edições inéditas até outubro de 1979 , pela editora Editoriale Corno. No Brasil, só teve duas edições publicadas pela RGE em novembro de 1979 e em janeiro de 1980.
Máscara Negra é na verdade , o jovem advogado Ringo Rowandt, que no final do século XIX , depois de completar os seus estudos na Inglaterra, volta para os EUA , onde seu pai é o xerife de uma pequena cidade no Velho Oeste . Ringo decide lutar contra o crime em duas frentes, e com duas identidades diferentes: dentro da lei, de forma mais lenta e nem sempre com resultado, como advogado , e como como um justiceiro mascarado implacável que enfrenta os criminosos sem trégua e sem temor.

Vigilante Rodoviário

Em 1962 estreava na Rede Tupi de televisão o seriado O Vigilante Rodoviário, estrelado por Carlos Miranda,narrando as aventuras de um ínclito policial rodoviário buscando manter a lei e a ordem, sempre contando com a ajuda de seu espertíssimo cachorro chamado Lobo (um pastor alemão). O seriado alcançou tremendo sucesso de público, que chegou até mesmo a elevar a auto-estima e a respeitabilidade dos policiais rodoviários de verdade – uma estima que persiste até os dias de hoje (eu pelo menos, sempre que precisei da ajuda desses policiais sempre fui prontamente atendido, com toda consideração). E a simbiose do ator principal Carlos Miranda com o personagem foi uma daquelas marcantes numa relação deste tipo: usou seu próprio nome para interpretar o personagem e, após o término do seriado, prestou concurso na polícia rodoviária, passou e se tornou um Vigilante Rodoviário de verdade!

Tamanho sucesso naquela época significava ser publicado em gibi, pois na ocasião as HQs eram um extensivo veículo de comunicação, com centenas de títulos sendo lançados & vendidos mensalmente nas bancas de todo o país, ao contrário dos dias de hoje quando as Histórias-em-Quadrinhos viraram alvo de grupinhos elitistas pedantes. E no mesmo ano de 1962 em que o seriado começou a ser transmitido, O Vigilante Rodoviário foi parar no gibi, que infelizmente teve pouca duração (perto de uma dezena de números e um almanaque). Curioso é descobrir, lendo este raríssimo Almanaque de O Vigilante Rodoviário lançado pela Editora Outubro, algumas excelentes HQs do personagem em robustas 96 páginas. Começa com O Falso Vigilante!, a mais longa do gibi, 32 páginas escritas por Gedeone Malagola e desenhadas por Osvaldo Talo, argentino radicado no Brasil (e conhecido pelos fãs dos super-heróis da HQB pelo Fantastic).

Um ex-policial rodoviário usa da farda que não soube respeitar para acobertar crimes de seus comparsas. Claro que isso causa indignação geral na corporação, e Carlos Miranda não vai deixar por menos, perseguindo a quadrilha com muita coragem e astúcia – e com a mira calibradíssima, capaz de arrancar com um tiro o revólver do inimigo, tal como o melhor dos personagens do western. Talo ilustra mais duas HQs neste almanaque: em “O Caso Da Rua Espírita, 970”, Carlos até mesmo se disfarça de vendedor de melancias para desbaratar uma quadrilha de ladrões de jóias (não pensem que isso é totalmente ficção: soube por um amigo, que um colega de trabalho, também policial, disfarçou-se de lixeiro e prendeu três seqüestradores, salvando a vítima); e em “O Seqüestro” o Vigilante Rodoviário parte em busca de um garoto, filho de um engenheiro amigo seu, que havia sido seqüestrado por meliantes.

Outro grande artista dos Quadrinhos Brasileiros passou pelas páginas de O Vigilante Rodoviário, de forma marcante, num estilo que por vezes lembra o célebre Frank Robbins autor do Johnny Hazzard: Flávio Colin, que tem duas HQs publicadas no referido almanaque: “ A História De Lobo!” conta como Lobo veio a ser criado por Miranda, e sua consagração ao salvar uma criança de um atropelamento (eu me lembro de ter visto este episódio na tv! Pode-se dizer que a HQ foi fielmente adaptada!); Colin também assina “Ladrões De Automóveis”, onde Carlos conta com a ajuda de um negrinho para prender outra quadrilha de assaltantes.

Além de apreciar & desfrutar prazerosamente das histórias contidas nesta edição, uma leitura como esta nos provoca reflexões sobre as mudanças de hábitos e costumes ao longo dos anos. Um jovem leitor de hoje provavelmente estranharia as sossegadas baforadas que o herói solta tranquilamente de seu cigarro. O Vigilante Rodoviário era um fumante (ao menos nesta HQ) e esse péssimo hábito não o impediu de se tornar um herói da gurizada. E isso talvez não seja problema mesmo. Naquela época, talvez não se fumasse tanto quanto hoje, e talvez os cigarros não fossem tão nocivos na sua fabricação, como o são hoje em dia. As pessoas ainda não haviam se dado conta dos terríveis males da ingestão maciça de nicotina. Não importa se o herói fuma ou não. O que conta é o caráter, e isso o Vigilante tinha de sobra, sempre defendendo a gente boa contra bandidagem, sempre preocupado com a manutenção da ordem, interessado em ajudar as pessoas, procurando passar às crianças noções de civilidade. Sinal dos tempos, quando muito dos “heróis” dos quadrinhos de hoje não fumam mas são paranóicos, depravados, amorais, assassinos. Fica a lembrança de tempos menos violentos, quando havia muito menos automóveis e se morria menos nas estradas... tempos do Vigilante Rodoviário.

O Vingador

Lançado pela Editora Outubro em 1961, criação de Hélio Porto e ilustrado inicialmente por Walmir Amaral de Oliveira (capa do primeiro número desenhada por Jayme Cortez), O Vingador teve 40 números, além de almanaques e histórias publicadas em gibis de outros personagens. A Editora Outubro publicou-o até 1966, sendo que, a partir de 1972, foi relançado pela Editora Taíka (que na verdade, republicou as antigas aventuras do herói), durando mais 20 números e alguns almanaques. 

 Além de Hélio Porto, O Vingador teve histórias escritas por Helena Fonseca e Gedeone Malagola; alguns de seus ilustradores também foram responsáveis pelos roteiros, como por exemplo Walmir Amaral, Osvaldo Talo e Miguel Lima. Outros que desenharam o herói mascarado foram Ernesto Capobianco, Juarez Odilon, Edmundo Ridrigues, Nico Rosso, Lyrio Aragão, Fernando de Lisboa e José Delbó (o argentino que posteriormente trabalharia nos EUA desenhando famosos personagens dos Quadrinhos, tais como Turok e Lone Ranger para a Gold Key, bem como a Mulher Maravilha/Wonder Woman e o Superman para a DC Comics). Além de Jayme Cortez, Sérgio Lima e Rodolfo Zalla também produziram capas para O Vingador.  


Como era baseado em personagens dos comics de faroeste norte-americano, a origem do Vingador não poderia fugir muito disso: Nelson Coston é um jovem que tem o pai covardemente assassinado e que, após conseguir sua vingança, torna-se cavaleiro errante das pradarias. Certo dia, salva um velhinho de uma baita enrascada - e o tal velhinho era ninguém menos do que o Vingador original que, sentindo o peso dos anos, repassa sua máscara para Nelson. Diferente do Lone Ranger que não tira a máscara nem para dormir, mas semelhante ao Cavaleiro Negro e ao Durango Kid, Nelson torna-se a identidade secreta do renovado Vingador. A respeito daquele “velhinho” que foi salvo por Nelson, lembremo-nos de que antes deste Vingador de Hélio Porto & Valmir Amaral, a HQB já registrara, duas décadas antes, outro caubói mascarado homônimo, com histórias escritas por Péricles do Amaral (o memorável autor do Capitão Atlas) e desenhado por Fernando Dias da Silva - e tudo indica que talvez esta tenha sido a referência para a origem do Vingador da Editora Continental. Posteriormente, nos primeiros anos da década de 80 do século passado, outro Vingador mascarado do velho oeste cavalgou nas páginas dos gibis, desta feita para a editora paranaense Grafipar/Bico de Pena, em histórias criadas por Franco de Rosa.

Zhor - O Atlanta

Personagem publicado pela editora Taika, no inicio da década de 70, criado por Francisco de Assis da Silva e desenhado por Walmir Amaral e Moacir Rodrigues, que infelizmente teve apenas três histórias publicadas nesta edição da Taíka.
Zhor é um guerreiro e líder da lendária Atlântida, construída pelo autor a partir de elementos historicamente comprovados nas diversas civilizações da antiguidade, notadamente grega, inca e hindu.
A Atlântida de Francisco de Assis da Silva ergue-se e desaba segundo os registros de relatos dos grandes homens daquelas sociedades, de compilações religiosas diversas, e da assombrosa suspeita de intervenção extraterrastre naqueles povos.
Além deste apurado senso de historiador, e de um fascinante lirismo mitológico, o autor Francisco se mostra um ágil e vibrante roteirista de HQ. As aventuras de Zhor possuem grande influência das Era de Ouro dos comics – tanto que, muito mais do que o Thor de Lee & Kirby, nosso Zhor se assemelha muito mais a outro e mais antigo personagem, o notável Flash Gordon de Alex Raymond.

Sanjuro - O Samurai Impiedoso

Lançado em 1973, esse gibi de formato europeu,trazia as aventuras de um japonês enfrentando problemas no faroeste: trata-se de Sanjuro, O Samurai Impiedoso, lançado pela M&C Editores - “M” de Minami Keizi e “C” de Carlos da Cunha, sendo que o personagem foi criado pela dupla Paulo Hamsaki-Paulo Fukue. 

A revista iniciava com um prefácio muito criativo, os autores auto-desenhados apresentam eles mesmos a história que viria a seguir, mostrando o conhecimento que têm dos fatos históricos e introduzindo os leitores para a aventura. E, de fato, não há do que reclamar, pois Sanjuro é mesmo uma HQ espetacular, roteiro dinâmico e desenhos belíssimos. Infelizmente a revista sobreviveu apenas uma edição. 

Sanjuro é o chefe da guarda do embaixador do Japão nos EUA, cuja comitiva se encontra numa viagem ferroviária cruzando vales, planícies e montanhas para levar um valioso regalo ao presidente norte-americano: uma linda espada cravejada de diamantes. Claro, facínoras de todo tipo ficaram sabendo disso e o trajeto será cheio de perigos. A saga divide-se em três capítulos interligados mas ao mesmo tempo perfeitamente compreensíveis por si sós, como se fossem curtas HQs independentes. Sanjuro encontra bandidos e valentões armados de colts e winchesters que ele enfrenta com sua habilidade na espada e nos shurikens, as mortais estrelas pontiagudas de metal. E, claro, como todo bom herói que se preze, está sempre dando sua ajuda para a gente boa, especialmente aos apaches. Ação e violência não são as únicas preocupações dos autores, mas também mostrar o choque cultural entre pessoas de nações tão distintas - não raro Sanjuro reclama da falta de civilidade do povo americano a quem considera “ignorante e mal informado”.

Capitão Atlas

Baseado em programa radiofônico criado por Péricles do Amaral, o Capitão Atlas veio a tornar-se o primeiro herói brasileiro dos Quadrinhos a ganhar gibi próprio, lançado em 28 de fevereiro de 1951 pela Editora Ayroza. Esta primeira fase das aventuras do Capitão Atlas em Quadrinhos durou 24 números, com roteiros do próprio criador Péricles do Amaral (escritor talentoso e muito criativo), tendo desenhistas como Vasquez, Luiz (de quem não conseguimos maiores informações), além de Fernando Dias da Silva e André Le Blanc - este último mais conhecido entre os estudiosos dos comics, de origem haitiana radicado no Brasil, artista muito profícuo da Editora Brasil América Ltda. (Ebal) de Adolfo Aizen, posteriormente Le Blanc trabalhou nos EUA, tornando-se assistente de Al Capp, o célebre autor do Ferdinando/ L’il Abner. A popularidade do Capitão Atlas não se restringiu ao rádio e aos Quadrinhos, tendo também ganho sua versão para a televisão, em seriado exibido pela TV Rio - evidentemente nenhum registro deste programa de tv chegou até os dias de hoje, como o de nenhum outro dos primórdios da televisão brasileira.

A partir de 1959, as aventuras do Capitão Atlas em Quadrinhos ganharam nova série de gibis através da Editora Garimar (também do Rio de Janeiro). As mesmas histórias produzidas na Editora Ayroza ganharam novas versões, mais detalhadas, agora pelas mãos de artistas talentosos como Getúlio Delphin, Ernesto Garcia e Fernando de Lisboa. Esta nova série durou 12 números. E a popularidade do Capitão Atlas ainda persistiu por alguns anos, sendo que a mesma Editora Garimar tentou uma nova série de aventuras com o herói das selvas brasileiras, a partir de junho de 1966. Parece que nesta 3ª. fase foram reeditadas as histórias publicadas pela Garimar anteriormente. Tenho o primeiro número desta 3ª. fase do Capitão Atlas (a 2ª. pela Garimar), que me foi presenteado pelo saudoso amigo & parceiro Gedeone Malagola, onde consta a história “No Reino Do Dr. Ignátis”, publicada originalmente no número 2 da Editora Ayroza (com desenhos de Luiz), mas neste gibi cuja capa vos apresentei há pouco, a HQ interna é assinada por Getúlio Delphin, e que muito provavelmente já havia sido publicada na 1ª fase da Garimar.

A inspiração do CapitãoAtlas é o Jim das Selvas/Jungle Jim, de Alex Raymond. Atlas vive suas aventuras nas florestas ao lado de seus companheiros Chico (um índio), Tunicão (um cangaceiro), do jovem Quati e de sua namorada, Rainha. As histórias mesclam os gêneros de aventura na selva com ficção científica, e até mesmo uma pontinha de terror-suspense, notabilizando a criatividade do autor Péricles do Amaral.

Juvêncio - O Justiceiro do Sertão

Juvêncio é mais um personagem brasileiro que originou-se num programa de rádio, criação de Reinaldo dos Santos: Juvêncio, O Justiceiro. 
Quem emprestou a voz a Juvêncio foi Vicente Lia. E, se o Zorro tinha um parceiro (como tinham parceiros quase todos os heróis de outrora),nosso Juvêncio não poderia ficar para trás, e vivia aventuras ao lado do jovem Juquinha – que nas rádios era ouvido através da voz de Wanderley Cardoso, cantor em atividade até os dias de hoje. 
Graças ao grande sucesso do programa de rádio, a Editora Prelúdio Ltda. passou a lançar as aventuras de Juvêncio em HQs, com revista própria (em fomatinho) a partir da década de 60 do século passado, e que teve ao menos duas dezenas de números. 
Nalgumas capas vocês podem ler as palavras "páginas coloridas", mas não eram exatamente coloridas como nos acostumamos a ver, mas sim um tom que chamamos de sépia, ou duas cores, em tons de vermelho. Grandes argumentistas e ilustradores dos Quadrinhos brasileiros mostraram seu talento nas páginas de Juvêncio, O Justiceiro: os roteiros ficaram a cargo de Rubens Francisco Luchetti, Gedeone Malagola, Helena Fonseca, Fred Jorge (houve também textos para os quadrinhos escritos por Reinaldo dos Santos), e o desenharam Sérgio Lima, Rodolfo Zalla, José Acácio dos Santos e Eugênio Colonnese. 
Apesar do evidentemente inspirado no faroeste americano, seus autores se esforçaram em adaptar as aventuras do mascarado para cenários e ambientes brasileiros, mais especificamente em pequenas cidades nordestinas, mostrando os heróis cavalgando pela caatinga e enfrentando cangaceiros.

Vingador Fantasma

O Vingador Fantasma (Phantom Stranger) é um personagem de quadrinhos da DC Comics, criado por John Broome e Carmine Infantino. Ele é uma entidade em forma humana, de origem desconhecida, com amplos poderes místicos, mas que raramente os usa, preferino ficar mais como um espectador. Suas histórias geralmente começam com o Vingador fazendo uma pergunta penetrante ao leitor sobre algo misterioso, e terminam com algum ensinamento moral ou espiritual.

Sua primeira encarnação (provavelmente você nem a conheça ou ouvira falar) surgiu em 1952 na forma de antologia de horror (gênero hit na época) pelas mãos de John Broome e Carmine Infatino, na revista “Vingador Fantasma” que durou apenas 6 edições. As capas sempre perguntavam “Ele é homem…ou fantasma?”. O fato é que ele sempre estava lá pra ajudar quem precisasse. E no mais a mais o sobrenatural vem… do sobrenatural. Conhecer o Vingador Fantasma iria remover toda a aura de mistério e estranheza da personagem. Essa versão desapareceu em 1953.

Sua segunda encarnação se deu em Showcase #80 de Junho de 1969 (revista embrião da Era de Prata com o repaginamento do Flash no #04 ) onde já se mostrava o visual que o deixou conhecido. Sua origem e nome nessa encarnação também nunca se tornaram claras. Ganhou uma revista própria onde abria sempre as estórias como os seus “primos” da EC Comics, conversando com o leitor apresentando o caso que seria retratado nas páginas subsequentes. Essa encarnação durou 41 edições e talvez tenha perdido o fôlego por conta da repetição de sua formula em uma época onde o gênero Horror já não era o grande filão. Por suas páginas desfilaram grandes nomes da época como: Robert Kanigher, Gerry Conway, Len Wein, Neal Adams e Jim Aparo e o editor era ninguém menos que Joe Orlando. Sua revista foi descontinuada em março de 1976. Vale ressaltar que era um título bimestral.

Suas aparições na DC Comics são raras. Certa vez ele ajudou Batman contra um mestre do vodu. Ele também foi um auxiliar (mas ao que parece, nem mesmo um membro reserva) da Liga da Justiça. No crossover da Liga da Justiça e Vingadores, há uma aparição, na qual o Vingador Fantasma afirma ser membro da Liga. Na saga Góticos Americanos, o Vingador estava entre os místicos que ajudaram o Monstro do Pântano contra a chegada do Mal ao Paraíso. Junto com Superman, ele deteve um cemitério amaldiçoado de criminosos mortos vivos. O Vingador não interveio quando Lobo tentou destruir a Terra com uma bomba de hidrogênio, mas advertiu Jason Blood (Etrigan) e seus associados, de modo que eles puderam deter o czarniano.

O Vingador estava na Brigada dos Encapotados, grupo de místicos que ensinou ao jovem Tim Hunter os fundamentos da magia na série os Livros da Magia.

O Vingador Fantasma leva Timothy numa viagem ao passado, mostrando a história do sobrenatural desde o princípio do universo até os tempos atuais. Nos tempos passados, Tim fica conhecendo a vida de vários magos e tem a oportunidade de ver a que fim a magia os levou. E o desfecho de todas essas histórias é trágico: a imersão de Atlântida, as bruxas perseguidas pela Inquisição e a triste história de Merlim que mesmo sabendo que sua paixão por Morgana levará a sua morte, não tem escolha senão continuar o caminho que levará a esse futuro.

A mini-série Reino do Amanhã mostra o Vingador sendo membro da Quintessência, uma espécie de tribunal cósmico que decide os eventos relacionados a humanidade.

A partir daí o Vingador Fantasma passou a ser coadjuvante em várias estórias e foi da Liga da Justiça por um tempo, até reassumir papel de destaque em Lendas (isso já em 1986, dez anos depois do cancelamento de seu gibi), já depois da mega reformulação que ocorreu após Crise nas Infinitas Terras. Esse seu ressurgimento pelas mãos do excelente John Ostrander foi importantíssimo, tanto como definidor de seu novo status, o de um grande e poderoso observador do bem que prefere interferir o menos possível de forma direta e sim atuar de maneira sutil guiando os heróis do mundo, como teve o papel de aumentar o interesse do público no personagem… Tanto que a DC Comics preparou, ainda durante o andamento de Lendas, um Secret Origins (de Janeiro de 1987) especialíssimo e uma mini série de quatro partes (desenhada por Mike Mignola). O Secret Origins dedicado ao personagem trazia não uma, mas quatro possíveis origens para o Vingador Fantasma que até ali mantinha o mistério sobre seu passado intacto. Produzida por gente do calibre de Alan Moore (precisa de referência?), Mike W. Barr (Camelot 3000, Batman – O Filho do Demônio), Dan Mishkin (Ametista) e Paul Levitz (Legião dos Super-Heróis) nos roteiros e os talentos de Jim Aparo, Jose Luis Garcia-Lopes, Ernie Colon e Joe Orlando nos desenhos.

As quatro possíveis origens apresentadas mostram:

1. Único homem honrado e bom numa cidade bíblica dominada pelo pecado o Vingador Fantasma vê a ira de Deus cair sobre seu povo. Revoltado com a ira de Deus ele tira sua vida e assim cai em pecado… como castigo terá de viver entre os homens mas sem nunca ser de fato um deles. Com o poder de ajudar e a maldição do esquecimento para lhe acompanhar.

 2. Isaac era um homem que se considerava afortunado, pois tinha esposa e filho. Até que o Rei Herodes mandou matar todas as crianças do sexo masculino em Belém na tentativa de assassinar Jesus de Nazaré. Isaac reencontra Jesus já adulto na época em que pregava e passa a odiá-lo. Suborna um soldado no dia da crucificação para que ele possa torturar Jesus a quem culpa por sua perda. O filho de Deus o amaldiçoa a vagar pelo mundo até o dia de seu retorno no Juízo Final. Sendo assim o Vingador Fantasma seria o Judeu Errante da mítica lenda cristã.

3. O Vingador Fantasma, que sempre existiu e existirá, encontra-se no fim dos tempos e tenta impedir que o avatar da anti-vida acelere a morte do universo. Para tanto passa sua essência a outra pessoa que passará daquele momento em diante a ser o novo Vingador Fantasma numa roda que nunca parará de girar.

 4. Na última das quatro origens, justamente a escrita por Alan Moore, o Vingador Fantasma seria um anjo que não tomou partido durante a rebelião no céu que causou a queda de Lúcifer e dos que ao seu lado lutaram. Os anjos do Senhor o rejeitam e os caídos o repudiam. E assim o Vingador Fantasma vagará eternamente sobre a Terra. Imortal e solitário.

Curioso notar que três das quatro origens tem contextualização bíblica e que esse mote foi resgatado no rebootamento do personagem agora em Novos 52 (New 52 nos E.U.A.) onde para nossa alegria (ou nem tanto) finalmente deram uma origem oficial ao Vingador Fantasma. Embora em nenhum momento o nome Judas seja dito, fica óbvio que trata-se dele. A traição do melhor amigo, o suicídio e as trinta moedas são mais do que meros indícios. A caracterização das roupas e a menção do dialeto aramaico também. Então até prove-se o contrário o Vingador Fantasma pós-reboot é Judas Escariotes.

Poderes

Vingador Fantasma tem amplos poderes místicos (teletransporte espacial, temporal e dimensional, a habilidade de dispensar todo o tipo de ilusões e magia, projeção de rajadas de energia com grande força, resistensia fisica/mistica e etc)e não envelhece.

Aparentemente, o Vingador parece sentir alguma espécie de culpa ou temor de que suas ações ou influência interfiram na ordem natural das coisas, e raramente usa seus poderes, preferindo agir mais como um conselheiro.
Ele também parece estar sintonizado com o cosmos: no evento em que Lobo tentou destruir a Terra com uma bomba de hidrogênio, o Vingador percebeu que a Terra estava numa órbita estranha naquela época, muito frágil, e que a detonação do artefato poderia retirar o planeta de órbita, fazendo com que não tivesse vida por éons.

Ametista, a Princesa do Mundo de Cristal

Ser místico da DC Comics. Foi criada pelos escritores Dan Mishkin & Gary Cohn e pelo desenhista Érnie Cólon. Sua primeira aparição foi na revista LEGION OF SUPER-HEROES v2 #298, de Abril de 1983.
Amy Winston era uma pré-adolescente de 13 anos, que na verdade era uma princesa de mundo místico extra-dimensional chamado: Mundo de Cristal. Ele foi escondida na Terra para fugir da perseguição do assassino de seus verdadeiros pais: o Opala Negra. Mas ao completar 13 anos, recebeu uma pedra púrpurae tornou-se ciente da sua verdadeira história. Foi sequestrada e levada para o Mundo de Cristal, pelo assecla do Opala Negra: Coralino. Fugiu e se refugiu no castelo de Citrina, a pessoa que a protegeu e a escondeu na Terra. Citrina a ensina sobre seus poderes e reponsabilidades. 
Amy, então, descobre que o Mundo de Cristal, é uma terra em outra dimensão, onde feiticeiros da Terra foram viver. Este Mundo dimensional, é dividido em 12 reinos que recebem nomes de joias e pedras preciosas. Amy descobre que é filha dos Lordes Ametista e que estes foram mortos pelo Opala Negra. Amy então passa a dirigir seus esforços para derrotar o Opala e libertar o Mundo de Cristal do seu domínio tirânico. Para tanto, consegue reunir várias das casas místicas sob sua bandeira e enfrentar o Opala Negra e o derrotar.
Após isso, Amy decide voltar para à Terra e retomar sua vida, apesar de ter iniciado um romance com o Lorde Topázio. Na Terra, acaba encontrando novos vizinhos, muito parecidos com o Lorde Coralino e o Opala Negra. No Mundo de Cristal, diversos problemas surgem que acbam exigindo a presença da Princesa Ametista. Ocorrea morte de Citrina e da Lady Esmeralda, amiga de Amy. Esta enfrenta novamente Coralino e o Opala, agora na Terra e vence.
A Ametista teve uma participação esporádica na saga Crise nas Infinitas Terras, onde ficou cega e foi levada de volta ao seu lar pelo Sr. Destino, que lhe revelou novas verdades sobre sua história. Isto acaba fazendo que Ametista enfrente a Mordru, o Lorde do Caos e acabe desaparecendo. Seu destino e o do Mundo de Cristal é mostrado em uma mini-série, onde fica claro que o Mundo de Cristal tem uma ligação com a Legião dos Super-Heróis, mais especificamente com a Feiticeira Branca e o Mundo da Magia.

Cebolinha

Nome verdadeiro: Cebolácio Martins da Silva Filho. Personagem infantil criado por Maurício de Souza, em 1960. Sua primeira aparição se deu em uma tira de jornal da Folha da Manhã, em 1960, portanto, antes da criação de sua arqui-rival, a Mônica. Cebolinha, juntamente, com todos os personagens da Turma da Mônica é um marco do quadrinho nacional. Primeiro personagem de renome criado, desenhado e produzido no Brasil. A turma da Mônica atravessou fronteiras e são publicadas em diversos países.
O sucesso de Cebolinha e da Mônica, se deve a inspiração de seu criador, que utilizou sua infância nos subúrbios da cidade de Mogi das Cruzes como base para suas histórias. Assim, Cebolinha é uma típica criança suburbana de alguma cidade brasileira. Tendo como característica principal a Dislalia (a troca do R pelo L). Sua imagem característica, são os 5 fios de cabelo espetados na sua cabeça, usando uma camisa verde e shorts pretos. Sempre tenta capturar o coelhinho da sua arqui-rival Mônica, o Sansão. Se acha o mais inteligente da turma, mas tem pavio curto e se irrita com facilidade.
Cebolinha tem um cachorro de estimação, o Floquinho. Tendo, como o dono uma imagem peculiar, pois ninguém consegue dizer onde é a cabeça e onde é o rabo dele. Além disso, a família Cebola é composta do Salsinha, irmã mais novo; o Seu Cebola, pai; a Dona Cebola, a mãe. Seu melhor amigo e parceiro em traquinagens é o Cascão.
Cebolinha além das histórias da Turma da Mônica participa das aventuras do Louco e do Xaveco e faz aparições nas histórias de diversas criações do Maurício de Souza. Sua primeira revista em quadrinhos, foi publicada pela Editora Abril em 1973, tendo ele e o Cascão estrelando a capa. Atualmente, Cebolinha aparece nas histórias da Turma da Mônica Jovem e da Baby. Andam insinuando um romance entre ele e a Mônica. Será ou é simples intriga da oposição?
Cebolinha é um dos maiores orgulhos nacionais, um personagem como nenhum outro representando todas as crianças de uma geração nascidas no Brasil. Principalmente, mostrando a cultura, os hábitos, as brincadeiras e os sonhos de gerações. Até hoje, Cebolinha é a criança que melhor representou a criança brasileira na mística nacional. Vida longa ao Cebolinha!

Recruta Zero


O Recruta Zero(Beetle Bayley) foi Criado pelo Cartunista Americano Mort Walker em 1950.O Personagem,inicialmente um Universitário,foi Publicado pela King Features em 'apenas' 25 Jornais na Época de seu Lançamento.(Uma Tira Popular normalmente era Publicada em no Mínimo 100 Jornais) .A King Features estava para Cancelar a Tira do Personagem,até que,Mort Walker,inspirado pela Guerra da Coréia,decidiu 'Alistar' seu Personagem no Exército Americano.A partir daí,o Sucesso foi Inevitável.As Tiras do Recruta Zero passaram a ser Publicado em Centenas de Jornais.

O personagem ganhou popularidade devido a sua sátira ao rigor do cotidiano militar. Zero é um soldado raso deveras preguiçoso, sempre procurando escapar de seu superior imediato, o Sargento Tainha. Ao redor deles, há uma penca bastante heterogênea de outros personagens, em termos de comportamento e aparência. Inclusive, de acordo com o próprio autor, os defeitos e manias dos personagens são inspirados em suas experiências pessoais.


Mas nem o sucesso de Mort Walker com o Recruta Zero impediu que grupos de interesse atacassem a tira: em pelo menos uma ocasião, os quadrinhos do hoje folclórico personagem foram banidos da Stars and Stripes, a revista oficial do Exército norte-americano. O argumento usado pelos editores dessa publicação era duvidoso: o Zero estava ridicularizando demais o cotidiano dos soldados norte-americanos, servindo de mau exemplo. O que não impediu muitas famílias de militares americanos de mandar cópias das tiras, em geral recortadas de jornais.

Personagens e Características:

    Zero ("Beetle Bailey"): preguiçoso, indolente, está sempre armando formas de fugir do trabalho. Está sempre com boné ou capacete cobrindo os olhos.
    Sargento Tainha (Sgt. Orville Snorkel): um brutamontes sem jeito com as mulheres, guloso e solitário e que sempre age de forma hostil com seus soldados.
    Oto (Otto): trata-se do cachorro do Sargento Tainha (Sgt. Orville Snorkel). Originalmente, Mort Walker retratou o cãozinho como um cachorro comum, para depois desenhá-lo com o mesmo uniforme de seu dono, além de ter a mesma cara;
    Platão (Plato): é o intelectual da trupe. Sempre fazendo citações de livros e falando como se estivesse apresentando uma tese de doutorado, é um dos amigos do Zero;
    Dentinho (Zero): o oposto do Platão. Dentinho é um personagem, digamos, limitado intelectualmente, e seu nome é uma ironia a dois de seus dentes crescidos;
    Cosme (Cosmo): é o viciado em jogatina. Nunca perdeu uma partida sequer de pôquer para o Zero; Faz um comércio informal em seu "cantinho do Cosme", onde vende de tudo; este personagem foi quase esquecido nos anos 80;
    Roque (Rocky): é o revoltado. Vai contra as instituições, é escritor e administra o jornal clandestino do quartel, se mobiliza por qualquer causa atual.
    Quindim (Killer): faz as vezes de mulherengo e galanteador dentro do quartel Swampy. Nem sempre tem sucesso (em geral, uma em cada cinqüenta de suas cantadas dá certo), é o principal amigo de Zero;
    Cuca (Cookie): é o cozinheiro do quartel Swampy, reputado por sua incrível capacidade de tirar o apetite de todos com suas "iguarias". Inicialmente retratado com um quepe de caserna, ganhou um chapéu de mestre-cuca, para facilitar a identificação. Sempre trabalha fumando (em 1989, o personagem aboliu de vez o hábito de fumar);
    Tenente Escovinha (Lieutenant Fuzz): trata-se de um oficial caprichoso e imaturo, sempre reclamando que nunca é promovido. Eterno puxa-saco do General Dureza, constantemente tem chiliques infantis e vive implicando com o jeito grosseirão do Sgto. Tainha;
    Tenente Mironga (Lieutenant Flap): embora não apareça com freqüência nas tiras, leva a honra de ser o primeiro personagem negro a ser retratado em quadrinhos norte-americanos, em 1970, sua marca registrada é o eterno cabelo black power;
    Capitão Durindana (Captain Scabbard): é um sujeito tímido e de raros melindres, sempre disposto a ouvir as reclamações dos subordinados, em especial do Zero e de outros soldados rasos;
    General Amos Dureza (General Amos Halftrack): é a inépcia em pessoa. Pensa mais no golfe que na administração do quartel. Como se não bastasse, tem problemas de alcoolismo (toma muitos Martinis) e obedece cegamente à mulher, Martha. Vive com esperenças de receber uma carta do Pentágono, que sequer lembra-se da existência deste quartel;
    Martha (Martha Halftrack): esposa megera do General Dureza.
    Major Batalha ou Peroba (Major Greenbrass): companheiro inseparável do General Dureza no golfe e no Clube dos Oficiais, onde ambos batem ponto após o expediente para beber;
    Srta. (ou Dona) Tetê (Miss Buxley): é a sugestiva secretária do General Dureza, sempre representada com um vestido preto. É o objeto de desejo de soldados e oficiais dentro do quartel, mas também é a típica "loura burra", bem menos competente que sua colega Blips.
    Soldado Blips (Miss Blips): é a competente secretária militar do General Dureza, sempre desprezada por não ter os atributos físicos de Srta. Tetê.
    Júlio (Julius): chofer gordinho do General Dureza, conhecido como o "queridinho da mamãe".
    Capelão (Chaplain Staneglass): sempre com um bom conselho aos militares.
    Cabo Ky (Corporal Yo): introduzido em 1990, é o primeiro oriental desta tirinha.
    Dr. Esculápio: médico do quartel, meio amalucado.
    Dr. Bonkus: o psicólogo do quartel.
    Sargento Louise Lorota (Sgt. Louise Lugg): introduzida na tirinha em 1986, ela quer ser a namorada do Sargento Tainha.
    Bella: a gata angorá de estimação da Louise.
    Bunny: a namorada do Zero, raramente vista na tirinha.
    o especialista em informática Chip Gizmo, que foi introduzido na tirinha em 2002, através de um concurso veiculado na mídia impressa norte-americana, que foi patrocinado pela Dell Computer Corp.
    Sr. e Sra. Bailey (Mr. and Mrs. Bailey): os pais do Zero.
    Chiquinho (Chigger): o irmão caçula do Zero.

O Recruta Zero no Brasil:

As Tiras do Zero são Publicadas em vários Jornais no Brasil.Entre eles:O Estado de São Paulo,Zero Hora e outros.
A revista do Recruta Zero foi publicada durante os anos 60, 70 e 80 pela Rio Gráfica Editora, que adquiriu e tomou o nome da Editora Globo. Também foi publicada pela Editora Saber, sob o título 'Zé, o Soldado Raso' entre 1970 e 1973.

Na revista houve muitas adaptações para o público brasileiro, feitas por artistas brasileiros, como os jornais "Folha Oficial" e "Jornal do Batalhão", o primeiro, órgão oficial do quartel e o segundo um jornal feito pelos soldados com o slogan "a verdade, doa a quem doer", sempre com muita ironia sobre os acontecimentos do quartel. Foi relançado pela editora Saber, em edições com formato diferente da publicações da Globo, Abril, Nova Sampa, Mythos Editora, Opera Graphica (que publicou em três formatos distintos: em formatinho nas coleções King Komix de 2001,no ano seguinte na coleção Opera King em formato próximo ao formato italiano(16 x 23 cm) e em preto e branco e em 2006 em um álbum de luxo). Em 2010, o desenhista italiano radicado no Brasil Primaggio Mantovi participou ao lado do jornalista Gonçalo Junior e o também desenhista e pesquisador Álvaro de Moya do evento "Recruta Zero 60 Anos", realizado no SESC Vila Mariana, Mantovi foi um dos artistas que produziram quadrinhos exclusivos para o mercado brasileiro. Em 2011, um novo álbum foi publicado pela Editorial Kalaco (editora criada pelo editor Franco de Rosa, um dos fundadores da Opera Gráphica), Em 2012 é lançada uma nova revista mensal em formatinho  pelo selo Pixel Media, da Ediouro Publicações.

Desenho Animado

Não tardou uma adaptação para tv, que foi feita em 1963, a série animada contou com todos os personagens da trupe, foi lançada como " Beetle Bailey and His friends" e possuia extamente a mesma forma das tirinhas usado por Mort Walker. Foi produzido por Al Brodax, o mesmo que produziu o desenho The Beatles, e foi grande sucesso. Chegou aqui no Brasil apenas como "Recruta Zero", foi exibido pelo SBT e marcou a infância de muitos brasileiros, com sua musica de abertura bem animada e irreverente, ao som de cornetas, animou e prendeu pessoas de todas as idades na frente da TV.

Fonte: Wikpédia

Alan Moore


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Alan Moore (Northampton, 18 de novembro de 1953) é um autor britânico dehistórias em quadrinhos. Sua infância e adolescência foram conturbadas, devido à influência da pobreza do seu meio social e da família. 

Quando jovem, foi expulso de uma escola conservadora e tal motivo fazia com que outras escolas que Moore quisesse estudar não o aceitassem. Com 18 anos, estava desempregado e sem nenhuma formação profissional. Começou, porém, a trabalhar na revista Embryo, um projeto elaborado junto com amigos. 

O seu convívio na área fez com que se envolvesse com o Laboratório de Artes de Northampton. Lá, conheceu Phyllis, com quem se casaria em 1974. Teve duas filhas com ela: Leah e Amber. 

Alan Moore trabalhou em 1979 para a revista semanal musical Sounds. Como cartunista, escreveu e desenhou uma história de detetive chamada Roscoe Moscou, utilizando o pseudônimo "Curt Vile". Avaliando seus trabalhos, Moore concluiu que não era um bom ilustrador, o que o fez centrar seu trabalho em escrever histórias. Suas primeiras contribuições de ficção foram para o Doctor Who Weekly e o famoso título 2000 A.D., onde elaborou várias séries populares, como D.R. & Quinch, A Balada de Halo Jones e SKIZZ. 

Em seguida, Alan trabalhou para revista britânica Warrior. Nela começou a escrever duas importantes séries em quadrinhos. V de Vingança, um conto sobre a luta pela-dignidade e liberdade numa Inglaterra dominada pelo fascismo, e Marvelman, conhecido nos Estados Unidos como Miracleman. Ambas as séries conferiram a Moore o título de melhor escritor de quadrinhos em 1982 e 1983 pela British Eagle Awards.

Para a DC Comics escreveu as histórias de conteúdo ecológico do Monstro do Pântano, ficando conhecido no mercado estadounidense. Nessa sequência de histórias introduziu o personagem John Constantine, que posteriormente teria sua própria revista, Hellblazer.

Tintin


Tintin é um jovem repórter e viajante belga. Ele é auxiliado em suas aventuras desde o início por seu fiel cão Milu (Milou, em francês).Quase todas as aventuras retratam Tintim trabalhando, empenhado em suas investigações jornalísticas.Milu é um cão fox terrier branco, companheiro de Tintim. Eles regularmente salvam um ao outro de situações perigosas. Milu frequentemente "fala" com o leitor por meio de seus pensamentos, e é tido como mais "racional" do que Tintim. Como o Capitão Haddock, Milu tem gosto pelo uísque Loch Lomond, e suas ocasionais "bebedeiras" tendem a colocá-lo em problemas, assim como sua intensa aracnofobia. O nome francês Milou foi atribuído como uma referência indireta a uma namorada da juventude de Hergé, Marie-Louise Van Cutsem, que tinha o apelido de "Milou". Os dois apareceram pela primeira vez em 10 de janeiro de 1929, no Le Petit Vingtième, um suplemento do jornal Le Vingtième Siècle destinado ao público infantil. Mais tarde, o elenco foi expandido com a adição do Capitão Haddock, entre outros personagens pitorescos.Esta série de sucesso era publicada em semanários e, ao término de cada história, os quadrinhos eram reunidos em livros (23 no total, em 2008). Ela ganhou uma revista própria, de grande tiragem (Le Journal de Tintin) e foi adaptada para versões animadas, para o teatro e também para o cinema. As séries são uma das histórias em quadrinhos européias mais populares do século XX, sendo traduzidas para mais de 50 línguas e tendo mais de 200 milhões de cópias vendidas.

As séries de histórias em quadrinhos são há muito admiradas por seus desenhos claros e expressivos, com o estiloligne claire, típico de Hergé. O autor emprega enredos bem elaborados de gêneros variados: aventuras swashbuckler com elementos de fantasia; mistério; espionagem; e ficção científica. As histórias nas séries de Tintim caracterizam-se tradicionalmente pelo humor em cenas de ação, o que equivale em álbuns posteriores à sofisticada sátira e comentários de cunho político-culturais.

Tintim é apresentado como um repórter. Hergé usa tal artifício para apresentar o personagem numa série de aventuras ambientadas em períodos contemporâneos àquele em que ele estava trabalhando (mais notavelmente, a insurreição bolchevique na Rússia, a Segunda Guerra Mundial e a alunissagem). Hergé criou também um mundo de Tintim, que conseguiu reduzir a um simples detalhe, porém reconhecível e com representação realista, um efeito que ele foi capaz de alcançar com referência a um meticuloso arquivo de imagens.


Apesar de as Aventuras de Tintim serem padronizadas - apresentando um mistério, que é, então, logicamente resolvido - Hergé encheu-as com o seu próprio senso de humor,e criou personagens de apoio que, embora sejam previsíveis, apresentaram-se com um certo encanto que permitiu ao leitor se identificar com eles. Esta fórmula de uma confortável e bem–humorada previsibilidade é semelhante a da apresentação do elenco na tira Peanuts ou em Three Stoges. Hergé também teve um grande entendimento da mecânica dos quadrinhos, especialmente de seu andamento, uma habilidade demonstrada em As Jóias de Castafiore, um trabalho que pretende ser envolvido com a tensão de que nada realmente acontece.

Hergé inicialmente improvisou na criação das aventuras de Tintim, exceto em como o personagem iria escapar de qualquer situação que lhe aparecia. Somente após a conclusão de Os Charutos de Faraó, Hergé foi incentivado a reformular e a planejar suas histórias. O impulso veio de Zhang Chongren, um estudante chinês que, sabendo que ele iria mandar Tintim à China na sua próxima aventura, instou–o a evitar que perpetuassem a visão que os europeus tinham da China no momento. Hergé e Zhang trabalharam juntos na série seguinte, O Lótus Azul, que foi citado pelos críticos como a sua primeira obra-prima.

Outras alterações à mecânica de Hergè ao criar as tiras se deram a partir de influências por parte de acontecimentos externos. A Segunda Guerra Mundial e a invasão da Bélgicapelos exércitos de Hitler determinaram o encerramento do jornal no qual Tintim era publicado. Os trabalhos foram interrompidos em Tintim no País do Ouro Negro, e os já publicados Tintim na América e A Ilha Negra foram proibidos pela censura nazista, que não concordou com sua apresentação da América e da Grã-Bretanha. No entanto, Hergé foi capaz de continuar com As Aventuras Tintim, publicando quatro livros e relançando mais duas aventuras no Le Soir, jornal licenciado pelos alemães.

Após a ocupação da Bélgica pelas tropas alemãs, Hergé foi acusado de ser um colaborador do regime nazista por trabalhar em um jornal sob controle alemão Sua obra desse período, ao contrário de seus trabalhos anteriores, é politicamente neutra e resultou em histórias clássicas, como O Segredo do Unicornio, O Tesouro de Rackham o Terrível e A Estrela Misteriosa, que refletem seu sentimento durante esse período político incerto.

A escassez do papel no período pós-guerra exigiu mudanças no formato dos livros. Hergé geralmente desenvolvia suas histórias de forma que o tamanho fosse adequado à história, mas agora com o papel de dimensão reduzida, os editores Casterman pediram a Hergé para ele considerar a utilização de menores dimensões e adotar um tamanho padronizado e estipulado em 62 páginas. Hergé continuou e aumentou sua equipe (os dez primeiros livros foram feitos por ele e sua esposa), surgindo assim os Studios Hergé.

A adoção de cor permitiu que Hergé expandisse o alcance das suas obras. Seu estúdio permitiu que as imagens preenchessem meia página em alguns casos, mostrando detalhadamente algumas cenas e usando combinações de cores para realçar pontos importantes Hergé cita este fato, declarando que "Considero minhas histórias como se fossem filmes. Sem narração, sem descrições, a ênfase é dada às imagens" A vida pessoal de Hergé também afetou a série, com Tintim no Tibete sendo fortemente influenciada pelo seu colapso nervoso. Seus pesadelos, descritos como sendo "todos em branco",[15] convertem-se em paisagens repletas de neve na história. O enredo tem Tintim patinando em busca de Tchang Chong-Chen, previamente encontrado em O Lótus Azul, com a peça não possuindo vilões - com apenas uma pequena lição moral, com Hergé se recusando a se referir ao Homem das Neves do Himalaia como "abominável"

A conclusão das aventuras de Tintim ficou incompleta. Hergé morreu em 3 de março de 1983 e deixou a 24ª aventura, Tintim e a Alph-Art, inacabada. O enredo viu Tintim embrenhar-se no mundo da arte moderna, e a história é interrompida no momento em que Tintim está aparentemente prestes a ser assassinado para ser transformado em uma estátua de acrílico a ser vendida.

PERSONAGENS:

Capitão Archibald Haddock, um capitão navegador de origem controversa, é o melhor amigo de Tintim, e foi introduzido em O Caranguejo das Pinças de Ouro. Haddock foi inicialmente descrito como um personagem fraco e alcoólatra, tendo mais tarde, porém, se tornado mais respeitável. Ele evoluiu para se tornar genuinamente heróico e até mesmo da alta sociedade, depois de encontrar um tesouro de seu ancestral Sir Francis Haddock (François de Hadoque em francês), no episódio O Tesouro de Rackham o Terrível. A natureza rude do capitão e seu sarcasmo representam uma contradição ao freqüente e improvável heroísmo de Tintim; ele sempre rompe com um comentário seco ou satírico quando o repórter parece demasiado idealista. O Capitão Haddock vive em sua luxuosa mansão chamada Moulinsart.

Os personagens secundários de Hergé já foram mencionados como muito mais desenvolvidos que os principais, cada um imbuído de força de temperamento e personalidade que se comparam aos personagens de Charles Dickens Hergé usava os personagens secundários para criar um mundo realista onde colocar os protagonistas das aventuras. Para mais realismo e continuidade, os personagens voltariam às séries. Foi conjeturado que a ocupação da Bélgica e as restrições impostas a Hergé forçaram-no a focar-se na caracterização para evitar o surgimento de situações políticas incômodas. A maior parte dos personagens secundários foi desenvolvida nesse período. 
Dupond e Dupont: São dois detetives desajeitados que, mesmo sem terem parentesco parecem gêmeos, tendo uma única diferença física: a forma de seus bigodes
Trifólio Girassol: É um cientista quase surdo, que entende e age diante de tudo de maneira equivocada como resultado de sua deficiência auditiva. É um personagem menor mas que aparece regularmente nas aventuras de Tintim. Estreou em O Tesouro de Rackham o Terrível
Bianca Castafiore: É uma cantora de ópera, a quem o capitão Haddock absolutamente despreza. Contudo, ela constantemente aparece de súbito onde quer que eles estejam, junto com sua criada Irma e o pianista Igor Wagner. 

Outros personagens secundários: General Alcazar, um ditador sul-americano; Mohammed Ben Kalish Ezab, um emir, e seu filho Abdallah; Serafim Lampião, um vendedor deseguros; Tchang Chong-Chen, um menino chinês; o Doutor J.W. Müller, um maléfico médico alemão; Nestor, o mordomo; Roberto Rastapopoulos, o responsável pelos crimes;Oliveira da Figueira; o Coronel Sponsz; Piotr Szut; Allan Thompson; além do açougue Sanzot, que é um local recorrente na série.

Álbuns originais de Hergé 

Tintin au pays des Soviets (Tintim no País dos Sovietes) • 1930
Tintin au Congo (Tintim no Congo) • 1931
Tintin en Amérique (Tintim na América) • 1932
Les cigares du pharaon (Os Charutos do Faraó) • 1934
Le lotus bleu (O Lótus Azul) • 1936
L'oreille cassée (O Ídolo Roubado/A Orelha Quebrada) • 1937
L'île noire (A Ilha Negra) • 1938
Le sceptre d'Ottokar (O Cetro de Ottokar) • 1939
Le crabe aux pinces d'or (O Caranguejo das Pinças de Ouro/O Caranguejo das Tenazes de Ouro) • 1941
L'étoile mysterieuse (A Estrela Misteriosa) • 1942
Le secret de la Licorne (O Segredo do Licorne ou O Segredo do Unicórnio) • 1943
Le trésor de Rackham le Rouge (O Tesouro de Rackham o Terrível) • 1944
Les sept boules de cristal (As Sete Bolas de Cristal) • 1948
Le temple du soleil (O Templo do Sol) • 1949
Tintin au pays de l'or noir (Tintim no País do Ouro Negro) • 1950
Objectif Lune (Rumo à Lua) • 1953
On a marché sur la Lune (Explorando a Lua) • 1954
L'affaire Tournesol (O Caso Girassol) • 1956
Coke en stock (Perdidos no Mar/Carvão no Porão) • 1958
Tintin au Tibet (Tintim no Tibete) • 1960
Les bijoux de la Castafiore (As Jóias da Castafiore) • 1963
Vol 714 pour Sydney (Voo 714 para Sydney) • 1968
Tintin et les picaros (Tintim e os Pícaros) • 1976
Tintin et l'Alph-Art (Tintim e a Alfa-Arte) • 1983 (incompleto, reeditado em 2008) Projetos inacabados 

La piste indienne • 1958
Nestor et la justice • 1958
Les pilules • 1960
Tintin et le Thermozéro • 1960
Un jour d'hiver, dans un aéroport (1976 - 1980

Tintin et le mystère de la Toison d'Or (Tintim e o Mistério do Tosão de Ouro) • 1961
Tintin et les oranges bleues (Tintim e as Laranjas Azuis) • 1964
Tintin et le lac aux requins (Tintim e o Lago dos Tubarões) • 1972
Le secret de la Licorne (Tintim e o Segredo do Licorne / 

Filmes previstos: Trilogia Tintim

Steven Spielberg comprou uma opção sobre os direitos autorais de Tintim pouco antes da morte de Hergé, em 1983. Entretanto, naquele momento era incerta uma adaptação de Tintim para o cinema, já que Hergé recusara-se a assinar qualquer contrato.

Em novembro de 2002, a Dreamworks comprou os direitos cinematográficos de toda a série. Em 15 de maio de 2007, Steven Spielberg e Peter Jackson oficializaram a realização de uma trilogia adaptada das histórias, a ser realizada em computação gráfica e captura de movimento. O diretor do terceiro filme ainda não foi anunciado. De acordo com a revista Variety, a equipe de Jackson já produziu um piloto de vinte minutos como demonstração.

Em Janeiro de 2012 no Brasil o filme foi lançado com o Titulo de As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne ou simplesmente As Aventuras de Tintim, dependendo de seu sucesso pode vir acompanhado de outros 2 filmes.

Após uma primeira tentativa em semi-animação não colorida, feita por Jeah Nohain, surgiram: 
Les aventures de Tintin, d'après Hergé, de 1961, série da Belvision dirigida por Ray Goossens 
As Aventuras de Tintim, de 1991, série da Nelvana dirigida por Stéphane Bernasconi. 

A Infogrames fez quatro jogos sobre Tintim 
Tintin sur la Lune, de 1987
Tintin au Tibet, de 1994
Tintin : le Temple du Soleil, de 1997
Tintin Objectif Aventure, de 2001