Gambit


Gambit (Remy LeBeau) é um personagem fictício da Marvel Comics, super-herói integrante dos X-Men. Criado por Chris Claremont e Jim Lee, o personagem teve sua primeira aparição em Uncanny X-Men #266 (Agosto de 1990).

Um mutante, Gambit possui a habilidade de manipular energia cinética. Ele também é habilidoso em arremesso de cartas, luta corporal, e no uso de um cajado. E também um exímio jogador de poker.

Um ladrão profissional, poucos X-Men confiaram em Gambit quando ele primeiramente se uniu ao grupo, e uma fonte de tensão entre ele e seu interesse amoroso de longa data Vampira. Isso foi exacerbado quando suas ligações com o vilão Sr. Sinistro foram reveladas, entretanto alguns de seus colegas de time aceitaram que Gambit honestamente busca redenção.

Um X-Men auto-descrito mulherengo, Gambit tem mostrado um lado seu mais vulnerável ao longo dos anos, principalmente quando se trata de Vampira. Gambit permanece fiel à sua herança da Louisiana, e fala com um sotaque cajun forte.

Uma das características que o define é que ele era fumante, assim como Wolverine. Porém, com a política anti-tabagismo da Marvel, essa características desapareceu por completo.

Apesar de não ter aparecido nos três primeiros filmes dos X-Men, Gambit finalmente aparecereu no X-Men Origins: Wolverine, no qual foi interpretado por Taylor Kitsch.

Criação

O criador Chris Claremont sempre esteve responsável pela dramaturgia na infância de Remy desde a sua adoção até sua ligação aos carrascos com Nathaniell Essex (Sr. Sinistro). Esta é a colaboração de Ondenkir Kohler sobre detalhes com respeito a mutação de gambit, ainda na sala de parto.

História

Segundo as análises pré-natais a criança estava arriscada a nascer pré-matura, e o que de fato ocorreu. Instantes depois do rompimento da bolsa uterina a mãe é conduzida ao hospital e recebida com cuidados especiais, a atenção naquela hora deveria ser recobrada, exames confirmavam o nascimento de uma criança do sexo masculino, mas a preocupação maior era a respeito de sua sobrevivência. Havia muita chuva e a expectativa era intensa, muitos enfermeiros se dispunham a operação de parto, raios extensos e trovões estrondosos eram constantes e às vezes impossibilitavam a comunicação entre os enfermeiros. Um primeiro raio atingiu as torres de eletricidades provocando um blecaute em todas as partes, mas devido o sistema automático dos geradores hospitalares, foi possível a continuidade com luz normal. Aos poucos as luzes circunvizinhas foram voltando e finalmente após muito trabalho os médicos conseguiram concluir a operação com êxito. A criança foi mantida sob o sistema de uma incubadora, no entanto um outro fator ainda preocupava os médicos, a alta incidência de raios que surgiam simultaneamente por aquela região. Pouco tempo depois que a criança é posta na incubadora ocorreu novamente um blecaute que comprometeria o estado físico da criança caso não fosse o sistema automático da própria incubadora de reativação dos controles de temperatura e sondagem. Foram desligados todos os computadores no mesmo instante da queda do raio, mas em frações de segundos todos voltaram a funcionar, como no primeiro raio. Porém agora, algo intrigava o médico responsável pela conexão dos cabos via computador. A presença de pequenos vestígios de partículas substituía devagar as substâncias já adicionadas ao corpo pela sondagem, e isto pode ser notado devido a tecnologia de acompanhamento da sondagem monitorada pelo computador, distinguido-se então as partículas por cores.

Embora a reativação fosse instantaneamente automática, a ativação por outro lado, deveria ser feita por partes. Elementos tais como a sonda, controle de temperatura e gases puderam ser reativados normalmente, porém a válvula giradora responsável pelo filtro de ar, termômetro, e guarnições não foram, assim iniciou-se um pequeno acumulo de ar na cúpula. No momento exato em que o médico analisava o histórico do processo de ativação que constava falhas de ligamento nestes três outros elementos, ocorreu então um outro acidente. O fusível do gerador não suportou por muito tempo e foi danificado devido a incidência do blecaute, portanto apagou-se as luzes. Um dos enfermeiros assustado notara pequenas eletricidades em movimentos na incubadora em meio a toda aquela escuridão, mas preferiu não comentar nada, pensou que fosse cabos eletrizados, outro tentava se apoiar em algum objeto, e mais tarde avisava aos demais a ausência de choro. Após alguns segundos rápidos, voltaram-se as luzes dando visibilidade ao botão de abertura da cúpula em casos de emergência, antes de tocá-lo muitos acreditaram ser o fim, mas com a abertura da capa se desfez a nuvem pela saída dos gases. Pegaram-na devagar para conferir seu batimento cardíaco, e por causa do choque elétrico, a criança teve apenas um distúrbio adormecendo-se. O médico cancelou a operação, porém as partículas desconhecidas já havia ocupado todo o antebraço, desde as mãos onde fora aplicado a sondagem, até o cotovelo. Uma nova operação foi reiniciada, porém estas partículas agora eram atraídas gradativamente para a região óssea, dificultando ainda mais sua visibilidade, sendo cobertas pelo soro neutro.

Após a retirada de todos os enfermeiros que auxiliavam a operação, permaneceu-se só o médico responsável. Inquieto tentava diagnosticar a origem dos vestígios que agora eram absorvidos para a região óssea. Depois da coleta do sangue não foi descoberto senão o aumento da hemoglobina devido a dilatação do endotélio. Dias mais tarde o médico teve a resposta para sua indagação, um só composto químico seria responsável por este fenômeno, o oxido nítrico, pois é o causador da dilatação do endotélio que aumenta o fluxo sanguíneo. Então era necessário saber a composição química do oxido nítrico. Descobriu-se que as altas temperaturas ambientais, o nitrogênio molecular e o oxigênio poderiam combinar-se para formar o óxido nítrico. Porém a maior produção natural é produzida pelo relâmpago. Assim deduziu-se que pelo relâmpago que atingiu alguns dos equipamentos, inclusive a incubadora, originou-se o oxido nítrico no soro injetado na criança. A pergunta sobre como este composto poderia ter interagido com o soro liquido era constante, todavia o médico manteve-se em sigilo, exceto encomendou um físico para dizer algumas evidências.

Com a visita do físico as coisas se esclareceram mais, soube-se então que não era seguro o método utilizado para a sondagem do soro, pois o líquido era mantido em um deposito metálico ao invés dos tradicionais plásticos descartáveis, embora fosse muito útil para economizar, neste caso foi o principal culpado pela difusão do óxido nítrico, pois o metal é um bom condutor de eletricidade. O físico disse sobre o fenômeno que produz o óxido nítrico, disse-lhe que enquanto os choques das partículas dentro da nuvem em uma chuva se intensificam, a quantidade de carga em sua superfície aumenta e, conseqüentemente, o campo elétrico criado por essas cargas também se eleva. Com o aumento da intensidade desse campo, as moléculas de ar entre as partes eletrizadas sofrem polarização e se orientam de acordo com o campo elétrico. O efeito de polarização se intensifica com o aumento da intensidade do campo, até o ponto em que elétrons são arrancados das moléculas do ar. Este, dessa forma ionizado, se transforma em um condutor gasoso. Este campo tem um certo limite, porém com o óxido nítrico ionizado, foi possível os raios elétricos atingirem a terra em longa distância, formando um caminho chamado de canal condutor. Genericamente, o valor de campo elétrico que provoca ionização em um meio é denominado rigidez dielétrica desse meio. A respeito da rigidez dielétrica no ar, disse-lhe o físico que ela varia com as condições da atmosfera. Isto é, quando o campo elétrico ultrapassa esse valor limite, diz-se que houve uma quebra da rigidez dielétrica do meio. Isso transforma um isolante em um condutor. Este fenômeno além de ser o responsável pela formação do canal condutor que conduziu o relâmpago até atingirem os equipamentos, foi também o responsável pela formação do óxido nítrico presente na atmosfera. Na verdade doutor, acrescentou o físico, os relâmpagos só são capazes de eletrizar objetos bons condutores, colocados no seu campo elétrico, como aconteceu com o metal da incubadora.

Ambos se despediram, mas ainda algo parecia incompleto para o médico. Depois de algumas comparações com o demonstrativo do físico, o médico conseguiu chegar a uma conclusão sensata, ou seja, a difusão do óxido nítrico ocorreu pela oxidação que é a perca de elétrons da substância do soro pela influencia do raio, igual a polarização das moléculas. Deste modo o gás conseguiu infiltração pelos vasos sanguíneos. A ligação iônica das moléculas ocasionou maior influência de prótons no organismo. Mas se não fosse a sua alta solubilidade, jamais poderia atuar nas células das veias sanguíneas e tampouco nas veias nervosas. Por ser um gás muito solúvel em lipídios, conseguiu absorção dos músculos e mais tarde se difundiu com os ossos, isto pode ser provado após o exame de raio-x feito pelo médico. Em comparação ao braço esquerdo, havia uma camada iônica difundida com os ossos, desde as mãos e em todo o ante-braço. A explicação do caso estava na reação orgânica, pois um organismo de uma criança pré-matura necessitará de cálcio na corrente sanguínea, devido o mal funcionamento da circulação, porém irá repor a falta retirando cálcio dos ossos, este fenômeno ocasionou a ligação entre o óxido e os ossos, pois a grande presença de magnésio nos ossos sintetizou-se com o óxido, formando então esta camada iônica. Um conector permitirá que íons passem diretamente do citoplasma de uma célula para o de outra. Neste caso ocorreu uma ligação elétrica, a passagem do impulso nervoso nessa região é feita por substâncias químicas neurotransmissores. Assim também por ser um gás neurotransmissor nas células nervosas, o óxido conseguiu absorção do nervo ótico afetando a retina.

A adoção

Com a retina afetada ocorreu-se uma polimerização do aminoácido tirosina por intermédio da ação tirosinase, a qual passa de aminoácido incolor a um pigmento castanho negro, chamado eumelanina. Esta reação química resultou-se na pigmentação de toda a esclera ocular, a córnea. Além disto a radiação ionizante causada pelo óxido, obrigou o licopeno, que tem por função de impedir a oxidação das substâncias químicas que ocorre nas reações metabólicas, de atuar na reparação das células, assim predominou-se a cor vermelho na íris do olho. Estas reações pode ser explicadas após a abertura dos olhos da criança que assustou a todos, para isto foi preciso a contratação de um biólogo para dar as devidas explicações, porém a notícia não se expandiu. Todos os médicos guardaram em sigilo o fato, a criança foi abandonada após três meses de parto. A mãe jamais foi encontrada novamente, muitos acreditavam que ela tentou suicídio, mas a razão mais aceitável foi a migração para o sul do país, onde habitavam os seus descendentes. A criança foi mantida em um internato de crianças órfãs após um ano de idade sob a custódia do hospital, e após três anos finalmente ela foi adotada, por Jane LeBeau (mãe adotiva). Posteriormente viverá com seu tio Luck LeBeau (pai adotivo).

Poderes e habilidades

Uma de suas marcas registradas é o arremesso de cartas de baralho em seus oponentes – sendo o ás de espadas sua carta favorita –, carregando cada carta e as transformando em armas mortais. Seus outros truques incluem ter carregado um maço de goma de mascar quando ele estava totalmente preso e energizando o chão de um quarto inteiro, fazendo com que ele explodisse com grande força. Ele também usa cravos e facas que ele carrega com seus poderes e os lança em seus oponentes.

As habilidades de Gambit incluem agilidade sobre-humana, equilíbrio, resistência, flexibilidade, precisão, reflexo/reação, e velocidade, possuindo todos os atributos físicos de um corpo humano naturalmente desenvolvido para constante movimento como um gerador vivo de energias bio-cinéticas. Isso também provoca interferência estática ao seu redor o tornando imune a intromissão de telepatas, e ao ponto máximo dos seus poderes, isso aumentou tornando-se uma aura bio-cinética ambiente constante ao redor do seu corpo que neutralizava todos os outros poderes mutantes com o contato físico direto com ele, permitindo com que ele tocasse em Vampira.

Gambit possui um engenhoso charme hipnotizante. Ele consegue fazer com que as pessoas acreditem que o que ele diz é verdade e que adiram a sua vontade usando a fala, apesar de algumas mentes terem se mostrado imunes a seu charme. Já foi dito que a pessoa não pode saber do charme para que ele funcione. Foi teorizado nos guidebooks da Marvel que Gambit é capaz disso carregando matéria cerebral do indivíduo em questão.

Gambit geralmente usa um traje com uma armadura altamente leve e articulada e sua arma escolhida é um cajado de metal telescóptico. Ele foi treinado em artes marciais, particularmente em boxe francês ou savate, que combinado com seu treinamento no Clã dos Ladrões e habilidades mutantes naturais, faz dele um combatante sobre-humano. Ele é um excelente combatente corpo a corpo, utilizando técnicas de luta de rua e acrobacia.

Na adolescência, Gambit era capaz de controlar todas as formas de energia cinética, permitindo com que ele carregasse qualquer material apenas olhando para ele usando apenas o pensamento, mas sua falta de controle fez com que ele pedisse ajuda ao Sr. Sinistro. Sinistro extirpou a parte de seu cérebro responsável por seus poderes mutantes. Mais tarde, ele retornou ao Sinistro enquanto no passado, e teve sua matéria cinzenta cirurgicamente reimplantada, restaurando suas habilidades ao seu potencial máximo (o que permitiu com que ele retornasse ao presente se transformando em energia viva) até que ele as perdeu lutando contra New Sun. De qualquer modo, no próximo "pulo" de sua mutação por Sábia, que restaurou seus poderes, deixa a possibilidade de que ele algum dia possa recuperar o máximo de seus poderes.

Enquanto Gambit estava cego, foi mostrado que ele possuía a habilidade de prever eventos futuros usando suas cartas de baralho através da leitura de tarô. Depois de Sábia tê-lo ajudado a restaurar sua visão, provavelmente por ter aberto estágios mais avançados de sua mutação então ele poderia se curar (estimulando sua própria atividade celular) assim como ele já fizera uma vez (quando seu tórax foi perfurado num jogo na Sala do Perigo), mas ele ainda não demonstrou essa habilidade novamente.

Como Cavaleiro da Morte, Gambit mostrou o poder de converter materiais inertes em substâncias tóxicas, como transformar ar em gases venenosos e também a habilidade de ingerir doenças e pragas, poderes semelhantes com os de Pestilência (Polaris). Ele não manifestou seus poderes de Morte/Gambit desde que resurgiu como membro dos Carrascos de Sinistro.
Gambit é fluente em vários idiomas, principalmente inglês e francês, os quais ele usa com mais freqüência.

Fonte : Wikipédia